31 de agosto de 2013

Marés

John William Waterhouse
A vida dá muitas voltas
e volta sempre ao começo.

Nos mostrando em cada volta
seus passos e seus tropeços.

A vida é maré revolta.
A morte é que vem de berço.

Luís Pimentel

Haikai

Oswaldo Goeldi
A cidade respirou os cinzas
deste dia nublado
e chorou.

Ane Montarroyos

Não tenho pressa

Dorina Costras
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não sei ter pressa.
Se estendo o braço, chego
exatamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E vivemos vadios da nossa realidade.
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.
Alberto Caeiro
Fernando Pessoa (1888-1935)

30 de agosto de 2013

Areia e Espuma

Claude Monet
“Uma vez, enchi a minha mão de bruma.
Quando a abri, a bruma era uma larva.
Voltei a fechar a mão, e então era um pássaro.
E fechei e abri novamente a mão,
e na sua palma encontrava-se um homem
de rosto triste, virado para o céu.
Mais uma vez fechei a mão,
e quando a abri já só havia bruma.
Mas escutei uma canção de doçura extrema”.

Khalil Gibran (1893-1931)

Nênia à maçã

Antonio Morano
Aqui estava a maçã
Aqui ficava a mesa
Isto era a casa
Isto era a cidade
Aqui jaz o país

Essa maçã ali
é a terra
um belo astro
onde havia maçãs
e comedores de maçãs.

Hans Magnus Enzensberger
Tradução: Markus J. Weininger e Rosvitha Friesen Blume

O Único Livro

Richard Dadd
Vi que os negros Vedas,
o Evangelho e o Alcorão,
mais os livros dos mongóis
em suas tábuas de seda
- como as mulheres calmucas todas as manhãs -
ergueram juntos uma pira
de poeira da estepe
e odoroso estrume seco
e sobre ela pousaram.
Viúvas brancas veladas numa nuvem de fumo,
apressavam o advento
do livro único,
cujas páginas maiores que o mar
tremem como asas de borboletas safira,
e há um marcador de seda
no ponto onde o leitor parou os olhos.
Os grandes rios com sua torrente azul:
- o Volga, onde á noite celebram Rázin;
- o Nilo amarelo, onde imprecam ao Sol;
- o Yang-tze-kiang, onde há um denso lodo humano;
- e tu, Mississípi, onde os ianques
trajam calças de céu estrelado,
enrolando as pernas nas estrelas;
- e o Ganges, onde a gente escura são árvores de ciência;
- e o Danúbio, onde em branco homens brancos
de camisa branca pairam sobre a água;
- e o Zambeze, onde a gente é mais negra que uma bota;
- e o fogoso Obi, onde espancam o deus
e o voltam de olhos para a parede
quando comem iguarias gordurosas;
- e o Tâmisa, no seu tédio cinza.
O gênero humano é o leitor do livro.
Na capa, o timbre do artífice -
meu nome, em caracteres azuis.
Porém tu lês levianamente;
presta mais atenção:
és por demais aéreo, nada levas a sério.
Logo estarás lendo com fluência
- lições de uma lei divina -
estas cadeias de montanhas, estes mares imensos,
este livro único,
em cujas folhas salta a baleia
quando a águia dobrando a página no canto
desce sobre as ondas, mamas do mar,
e repousa no leito do falcão marinho.

Velimir Khlébnikov (1885-1922)
Tradução: Haroldo de Campos

29 de agosto de 2013

Aula de clareza

August Macke
Late um cachorro esquisito
na porta da sala de aula
enquanto falam do filho
e da mãe de certa senhora

que acontece ter escrito,
com a máquina nos joelhos,
vinte livros contorcidos
contra o tédio do segredo.

Voltas em torno do tema,
dá a voz da professora:
"capacidade de vida,
revelação interior..."

Sentido só no latido,
seco e rouco, de mendigo,
do cachorro trovador.

Frederico Barbosa

Nosso mito

Eliseu Visconti
O mundo estava às escuras.
Tudo era regido então pelo breu da Grande Indistinção.
O dia em que acendeu a luz da Poesia
tudo ficou tão claro,
ainda mais indistinto.
Passou a ser regido então
pela luz da Grande Indistinção.
Poesia é a arte de alcançar de novo a indistinção.
De alcançar a indistinção pela luz,
não pelo breu.

Alex Varella

Coração é terra que ninguém vê

Daniel Ridgway Knight
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
- teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...

Cora Coralina (1889-1985)

28 de agosto de 2013

Entre o ser e as coisas

André Deymonaz
Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

Às almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.

Na água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

E nem os elementos encantados
sabem do amor que os punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Do Mito

Daniel F. Gerhartz
“Quero desmentir o que dizem dos pigmeus das Índias. Há, na realidade, nesta ilha, uma espécie de macacos muito pequenos, com cara como a dos homens. Os indígenas apanham-nos e arrancam-lhes todo o pelo, menos o da barba e dos outros lugares, à semelhança dos homens; matam-nos e fazem-nos secar e curtem-lhes a pele com cânfora e outras espécies, para que não apodreçam, nem deitem mau cheiro. E assim curtidos e pelados, os apresentam à venda e isso tem feito acreditar que são homens. Mas a verdade é que nunca se viu na Índia um homem, mesmo muito pequeno, que seja desse tamanho”.
Marco Polo (1254-1324)
em P Livro das Maravilhas .

Os sertões à beira do rio

Em recente viagem ao interior de São Paulo, tive oportunidade de visitar a cidade de São José do Rio Pardo, e ali, a acanhada cabana onde Euclides da Cunha escreveu Os Sertões (publicado em 1902), enquanto dirigia a construção de uma ponte sobre o rio Pardo. Euclides já estivera em Canudos, no sertão da Bahia, cobrindo como jornalista as investidas finais do Exército contra o beato Antônio Conselheiro e seus seguidores. E já colhera farto material de pesquisa, com vistas ao futuro livro.
Sim, um dos maiores e mais importantes livros do e sobre o Brasil foi escrito à mão, à luz de lampião, dentro de uma cabana abafada e sem conforto, provavelmente infestada de mosquitos, pois à beira do rio. Mas Euclides sentiria saudade desse tranquilo escritório.
Na foto acima, de cerca de 1901, a cabana junto ao rio Pardo onde foi escrito Os Sertões. À esquerda, vê-se parte da ponte construída sob supervisão de Euclides da Cunha, que era engenheiro.
A pequena cabana como se encontra hoje, em 2010, envolvida por uma casa de vidro, que a protege. Vê-se a ponte à esquerda.
No Centro de Cultura Euclides da Cunha, praça junto à casa com monumentos e esculturas em homenagem ao escritor, esta placa registra trecho de uma carta de Euclides de 1908, onde expressa saudades do " meu escritório de zinco e sarrafos, da margem do rio Pardo.

27 de agosto de 2013

Da Humildade

Dorina Costras
“Quem julga deter saber exclusivo,
possuir língua e mente estranhas aos demais,
nesse, se o abres, verás o vazio.
Para o homem, ainda que seja sábio, aprender
continuamente e ser flexível não é vergonhoso.
Observa que, nas torrentes de inverno,
as árvores que cedem salvam os ramos,
enquanto as que resistem sucumbem,
arrancadas as raízes”.

Sófocles (497-405 a.C.)
Antígona

Fim de Inverno

Ilustração Gaston Maréchaux
É Inverno … mas, que importa ?
Estou sempre à tua espera.
Quando chegas e abro a porta
entra junto a Primavera…

Só a ilusão em nossa vida,
faz prosseguir na jornada,
dando alívio à alma ferida
e, aos sonhos, visão dourada...

Déspina Athanásio Perusso

Desencontrários

Stanislav Sugintas
Mandei a palavra rimar,
ela não me obedeceu.
Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa.
Parecia fora de si,
a sílaba silenciosa.
Mandei a frase sonhar,
e ela se foi num labirinto.

Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
para conquistar um império extinto.

Nunca sei ao certo
se sou um menino de dúvidas
ou um homem de fé
certezas o vento leva
só dúvidas ficam de pé.

Paulo Leminski (1944-1989)

26 de agosto de 2013

Eu vi

Washington Maguetas
Um vivo
Sol
Ou tom no
Outono
Só no
Sono
Azul.
Enquanto
Do canto
Dos teus calcanhares
Calcas os ares
Para o novelo
Da nebulosa,
Teu cotovelo
Em ângulo alvo
Alteando aos lábios.
Abril,
Abrir
A voz
As provas
De
Deus.
Consonha
Em voo
Aberto
O abeto,
Colhe os
Olhos
Azuis
Com os laços
Das sobrancelhas
E dos pássaros
Cerúleos.
No anil
Há mil.

Velimir Khlébnikov (1885-1922)
Tradução: Augusto de Campos e Boris Schanaiderman

Uma arte

Stanislav Sugintas
A arte de perder não é nenhum mistério;
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subsequente
da viagem não feita. Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas. E um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

— Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.

Elisabeth Bishop (1911-1979)
Tradução: Paulo Henriques Britto

25 de agosto de 2013

Do Amor

Csaba Markus
“Naquele momento enxerguei (mas tu não podias enxergar), voando entre a frigida lua e a terra, Cupido, de arma em punho: fez mira, ele, na direção de uma linda vestal, coroada pelo Ocidente, e libertou desde seu arco a flecha do amor, com muita habilidade e energia... como se devesse trespassar uma centena de milhares de corações. Contudo, eu pude ver a flamejante flecha extinguir-se nos castos raios de uma lua aguada; e a imperial devota passou adiante, em virginal meditação, livre de fantasias amorosas. Eu, porém, observei onde caiu o dardo do Cupido: bem em cima de uma florzinha do Ocidente, antes branca como o leite, agora púrpura com a ferida do amor. E as donzelas chamam de amor-perfeito àquele amor ocioso”.
William Shakespeare (1564-1616)
em Oberon – Rei das Fadas e dos Duendes
Sonho de uma noite de verão .

De boca fechada

Vladimir Kush
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais boiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

José Saramago (1922-2010)

Do Medo

Julien Dupré
“O que gera o fantasma são as fomes
e a funda insegurança dos meninos,
A queda repentina do horizonte,
O horizonte manchado de inimigos.
O que provoca o medo são as
pontes interrompidas sem qualquer aviso.
O tiro pelas costas e a escuridão
fechando as portas de qualquer abrigo.
O que fermenta o medo e a rebelião
é o esperar - prolongado e mais aflito -
do filho sem saber se trará pão
o pai que a vida inteira plantou trigo”.

Millôr Fernandes (1923 - 2012) em
O Homem do Princípio ao Fim

24 de agosto de 2013

Soneto Antigo

Jane Whiting Chrzanoska
Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.

Cecília Meireles (1901-1964)

Cantiga sem regresso

Carl Frederic Aagaard
Um cacto me pergunta: quando?
O horizonte me interroga: onde?
Só o meu coração é quem sabe...
E este bate, mas não responde.

A paisagem se torna escassa
quanto mais longo é o meu caminho.
O céu é que vai aumentando
as suas tardes de ouro e vinho.

De quando em quando, de onde em onde,
paro: Só para quem duvida.
O que é rápido vai-se embora.
Passa sem pensar na vida.

O desencontro desta viagem,
por onde passo, fica impresso.
Não há esperança de chegada
e muito menos de regresso.

De quando em quando, de onde em onde,
faço do cacto a minha prece.
Do horizonte faço o meu leito
ensanguentado, se anoitece.

Regressar? já não é possível.
Seguir? já não é necessário.
Resta-me, no último horizonte,
o último cacto solitário.

O destino que me vence
é aquele de que sou oriundo.
Não é amar o que me pertence,
mas o que pertence ao mundo.

A viagem sem querer da vida,
pontilhada de agrestes luas,
me reduziu a duas palavras
espectrais, totalmente nuas:

Uma de pé, como um cacto: quando?
(a que ninguém me responde)
Outra, deitada no chão duro,
como um horizonte: onde?

Cassiano Ricardo (1885-1974)

23 de agosto de 2013

Do Irreparável

Liu Yuanshou
“Quando o irreparável está feito, cessam-se as dores vendo-se que poderia ter sido pior aquilo que no fim confiou-se em um desejo ardente. Lamentar um infortúnio que está morto e enterrado é dar o passo certo na direção de atrair para si novo infortúnio. Há sempre aquilo que não pode ser preservado quando o Destino tem as rédeas na mão, mas a Paciência encarrega-se de fazer do prejuízo uma zombaria. Aquele que foi roubado, quando sorri, furta algo do ladrão, e rouba a si mesmo quem se consome em mágoa inútil”.
William Shakespeare (1564-1616)
em Otelo.

23/08


Há 85 anos...
Um erro irreparável.
Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti
A fama de que os Estados Unidos são uma sociedade justa e detentora de um povo livre cai por terra após esse lamentável episódio.
No dia 23 de agosto de 1927, nos Estados Unidos, Sacco e Vanzetti foram executados na cadeira elétrica, por um crime que não cometeram.
Um reconhecido nome da literatura estadunidense, Katherine Anne Porter, autora de "A Nau dos Insensatos", livro que se tornou best-seller, entre outras obras, e que também foi publicado no Brasil, , fez parte de comitês de protestos, e escreveu "The Never Ending Wrong", que aqui recebeu o título de "Sacco e Vanzetti: Um Erro Irreparável," traduzido por Sebastião Uchoa Leite (Rio de Janeiro: Salamandra, 1978).
Katherine Anne Porter inicia assim o seu livro: “Durante alguns anos, no início da década de 1920, quando eu vivia parte do meu tempo no México, cada vez que voltava a New York eu retomava o fio da estranha história dos imigrantes italianos Nicola Sacco, um sapateiro, e Bartolomeo Vanzetti, um peixeiro, acusados de um assalto brutal a um caminhão de pagamentos, incluindo homicídio, em South Braintree, Massachuseetts, no começo da tarde do dia 15 de abril de 1920”.
O sofrimento desses dois italianos, que também eram vistos como anarquistas, começou no ano de 1921, quando, após a condenação de ambos nesse mesmo ano, foram levados para a cela da morte, de onde entravam e saiam, quando havia suspensão da pena, até o dia fatal, como conta Katherine Anne Porter, no seu livro:
“Foram levados para a morte na cadeira elétrica na prisão de Charleston à meia-noite do dia 23 de agosto de 1927. Uma meia-noite desolada e sombria, uma noite para a perpétua recordação e luto. Eu era uma das muitas centenas de pessoas que permaneceram em ansiosa vigília, observando a luz na torre da prisão, que nos tinham dito que se apagaria no momento da morte. Foi um momento de estranho e profundo abalo”.
E aí termina a triste história de Bartolomeo Vanzetti, que nasceu em Piemonte, Itália, em 1888, e de Nicola Sacco, que nasceu na província de Foggia, no sul da Itália, em 1891. Vanzetti morreu com 39 anos de idade, e Sacco com 36 anos.

22 de agosto de 2013

Da Maldade

Jane Whiting Chrzanoska
“(...) os que nos sorriem,
este o meu receio,
trazem no coração milhões de maldades”.

William Shakespeare (1564-1616)
em Júlio Cesar.

Do Registro

“Mais do que ninguém posso de minha sorte reclamar
e, ao mesmo tempo, com ela me alegrar...”.
Guillaume de Machaut (1300-1377)
Compositor e poeta francês do século XIV.
Jean-Baptiste Debret
“Página feia, que ao futuro narra
Dos homens de hoje a lassidão, a história
Com pranto escrita, com suor selada
Dos párias misérrimos do mundo!”.

Pedro de Calasans (1837-1874)