10 de dezembro de 2013

Traçado

Jose Miguel Roman Frances
O poema é como a aranha,
vai vivendo do que tece.

Se o campo é vasto, ele cresce.
Se a terra é seca, ele míngua.

O poema é uma íngua:
Inflama quando adoece.

Do poema só se colhe
o que o poema semeia.

E como a aranha,
se envolve,
em sua teia.

Luís Pimentel

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