24 de dezembro de 2013

Poema de Natal

Portinari
— Sino, claro sino,
tocas para quem?

— Para o Deus menino
que de longe vem.

— Pois se o encontrares
traze-o ao meu amor.

— E que lhe oferece,
velho pecador?

- Minha fé cansada,
meu vinho, meu pão,
meu silêncio limpo,
minha solidão.

Carlos Pena Filho (1929-1960)

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