19 de dezembro de 2013

Amar os outros

Jan Baptista van Fornenburgh
Olhai aquela abelha industriosa:
Como ela é bela! E viva! E diligente!
Parece a luz duma candeia ardente
Com asas, a esvoaçar, alegre e ansiosa.

Como ela é bela! A vida, como a sente?
Que sentidos a trazem, cuidadosa,
Mal nasce o sol, lidando, rosa em rosa,
Em dourado zumbido tão contente?

Que sente? E como sente? Quem, ao certo,
Pudesse ler, como num livro aberto,
Mistérios de que a vida se rodeia…

Naquela abelha, encanta-me pensar
Que ela sabe que vive a trabalhar
Para o sustento e o amor de uma colmeia.

Antônio Correia de Oliveira (1878-1960)

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