4 de novembro de 2013

Os Caminhos

Claude Monet
Caminhos entre
A matéria das árvores. Deuses entre
Os tufos deste canto incansável das aves.
E todo o teu sangue arqueado sob a mão sonhadora,
Ó próximidade, ó tu, todo o meu dia.

Quem apanhou o ferro
Oxidado, entre as ervas altas, nunca esquece
Que a luz se pode prender nos grumos do metal
e consumir o sal da dúvida e da morte.

Yves Bonnefoy
Tradução: Luís da Costa

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