25 de agosto de 2013

Do Amor

Csaba Markus
“Naquele momento enxerguei (mas tu não podias enxergar), voando entre a frigida lua e a terra, Cupido, de arma em punho: fez mira, ele, na direção de uma linda vestal, coroada pelo Ocidente, e libertou desde seu arco a flecha do amor, com muita habilidade e energia... como se devesse trespassar uma centena de milhares de corações. Contudo, eu pude ver a flamejante flecha extinguir-se nos castos raios de uma lua aguada; e a imperial devota passou adiante, em virginal meditação, livre de fantasias amorosas. Eu, porém, observei onde caiu o dardo do Cupido: bem em cima de uma florzinha do Ocidente, antes branca como o leite, agora púrpura com a ferida do amor. E as donzelas chamam de amor-perfeito àquele amor ocioso”.
William Shakespeare (1564-1616)
em Oberon – Rei das Fadas e dos Duendes
Sonho de uma noite de verão .

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