28 de julho de 2013

Nunca te amei tanto

Vincent van Gogh
Jamais te amei tanto, ma soeur
Como ao te deixar naquele pôr do sol
O bosque me engoliu, o bosque azul, ma soeur
Sobre o qual sempre ficavam as estrelas pálidas
No Oeste.

Eu ri bem pouco, não ri, ma soeur.
Eu que brincava ao encontro do destino negro -
Enquanto os rostos atrás de mim lentamente
Iam desaparecendo no anoitecer do bosque azul.

Tudo foi belo nessa tarde única, ma soeur.
Jamais igual, antes ou depois -
É verdade que me ficaram apenas os pássaros
Que à noite sentem fome no negro céu.
Bertolt Brecht (1898-1956)