19 de maio de 2013

Tucidídes (460-400 a.C.)

Norman Prescott-Davies - Thucydides in Exile
Seu pai era proprietário de uma mina e sua mãe pertencia à nobreza da Trácia, pelo qual recebeu uma boa educação. Em 430. C. doente durante uma epidemia, mas milagrosamente sobreviveu. Em 424. C. foi nomeado general, comandante das tropas atenienses com a missão de liderar um ataque na Trácia, para impedir que os espartanos tomassem a cidade de Amphipolis, mas ele acabou falhando, e fora considerado traidor, pois alegaram que o tempo que ele vivera em Esparta, o fez trair sua pátria. Tucídides se exilou na Trácia por vários anos, e isso dificultou ter acesso a documentos sobre a Guerra do Peloponeso e a relatos orais da mesma, pois ele enviava pessoas para coletar informações, como também para lhe trazer documentos.
A partir de então, dedicou seu tempo a escrever a História da Guerra do Peloponeso, um trabalho seminal na historiografia antiga, que lhe rendeu a ser considerado um dos maiores historiadores, uma vez que, ao contrário de outros de sua época baseia sua narrativa dos acontecimentos, sem introduzi-lo aos deuses tudo o que acontece é devido aos atos dos homens, ou seja, Tucídides não considerava a ideia de intervenção divina. Embora acreditasse nos deuses, para ele os deuses não interviam na vida humana, algo que Heródoto sugeria em seus livros.
"Ao contrário de Heródoto descarta totalmente a ideia de destino, de um curso da História. Considera que os fatos ocorrem em virtude dos interesses e das paixões dos homens. A moral guia a vida privada, não dos Estados; a vontade de poder atua como força motriz do mundo. Ecos de Tucídides permeiam as obras de Machiavel e Nietzsche". (QUEIROZ; IOKOI, 1999, p. 20)


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