7 de maio de 2013

Macbeth

Edward Burne Jones
“Farto de tudo, clamo a paz da morte
ao ver quem de valor penar em vida.
E os mais inúteis, com riqueza e sorte,
e a fé, mais pura, triste, ao ser traída.

E altas honras, a quem vale nada.
E a virtude virginal prostituída,
E a plena perfeição caluniada,
E a força, vacilante, enfraquecida.
E o déspota calar a voz da arte,
E o néscio, feito um sábio, decidindo.

Farto de tudo, penso, parto sem dor.
Mas ao partir, deixo só o meu amor”.

William Shakespeare (1564-1616)
Macbeth, 1607.

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