10 de maio de 2013

Renascimento

Coluccio Salutati (1331-1406)
“Os grandes homens dos primórdios do Renascimento foram reconciliadores. Ambicionavam o conhecimento como se ele fosse a pedra filosofal, mas unicamente sob a condição de que o pensamento se fundisse com o Cristianismo. A posição de Petrarca entre Santo Agostinho e Virgílio apenas anunciou a de Marsílio Ficino (1433-1499), que passou grande parte de sua vida harmonizando Cristo e Platão. (...) ‘Muito notável pela santidade de sua vida e por ser versado em grego e latim’ é uma frase que, na biografia da época, servia de passaporte corrente para a reputação. Santos e deuses pagãos, a Virgem e Afrodite, eram colocados indiscriminadamente juntos; Catão e Davi eram postos no mesmo nível no céu. (...) desejavam a reconciliação, não a vitória, e puseram-se a trabalhar para descobrir o elo entre forças hostis. Encontraram-no, ou pensaram tê-lo encontrado, na beleza.”
Edith Sichel (1862-1914)
- O Renascimento

Nenhum comentário: