7 de maio de 2013

"Nordeste".

Cícero Dias
Nunca foi mais violento nos seus começos o drama da monocultura que no Nordeste do Brasil. Nem mais ostensiva a intrusão do homem no mecanismo da natureza. A natureza, sabe-se pelos estudos de ecologia do animal e da planta, que é "essencialmente variada". O homem rompe o equilíbrio que depende dessa variedade quando faz que uma planta única e no momento valorizada, mais do que as outras, cresça sobre uma região inteira.
(Gilberto Freyre. "Nordeste". Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 74)
O texto revela a preocupação do autor com as interferências ambientais, ocorridas, entre os séculos XVI e XVIII, em uma região da América portuguesa, e que engendraram um grande desequilíbrio nas relações homem-natureza no atual Nordeste brasileiro.

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