2 de abril de 2013

Lili

Sir John Everett Millais
Teu riso de vidro
desce as escadas às cambalhotas
e nem se quebra,
Lili,
meu fantasminha predileto!
Não que tenhas morrido...
Quem entra num poema não morre nunca
(e tu entraste em muitos...)
Muita gente até me pergunta quem és... De tão querida
és talvez a minha irmã mais velha
nos tempos em que eu nem havia nascido.
És Gabriela, a Liane, a Angelina... sei lá!
És Bruna em pequenina
que eu desejaria acabar de criar.
Talvez sejas apenas a minha infância!
E que importa, enfim, se não existes...
Tu vives tanto, Lili! E obrigado, menina,
pelos nossos encontros, por esse carinho
de filha que eu não tive...

Mario Quintana (1906-1994)

Um comentário:

Estrela vespertina... disse...

Como é doce essa menina, como nós, como qualquer uma que seja mulher mas antes seja menina!

Belo texto e imagem.

beijos e abraços.