5 de abril de 2013

Humano, demasiado humano

Janis Miglavs
Recém-saídos de cavernas,
Nada veem ainda sob a luz.
Atormentados com o sol,
Desviados, de si mesmos,
Na rota estéril do dia-a-dia.
Vão todos como rebanhos
Guiados pelo estigma da agonia.
Depois da labuta, não mais lutas.
Contentam-se em afagar, indiferentes,
As faces rubras e em febre da noite.

William Blake (1757-1827)
Tradução: Alberto Marsicano

Humano, demasiado humano é um livro para espíritos livres. Foi a primeira obra de Friedrich Nietzsche após o rompimento com o romantismo de Richard Wagner e o pessimismo de Arthur Schopenhauer.
Nessa obra o autor mergulha na Filosofia e na Epistemologia implodindo as realidades eternas e as verdades absolutas e nos alerta para a inocuidade. Busca registrar o conceito de espírito livre, isto é, aquele que pensa de forma diferente do que se espera dele: o homem do futuro.
Nietzsche sacode a humanidade nesse livro-resumo da história da Filosofia e do nascimento da Ciência, que não cumpriram seus papéis de criarem espíritos verdadeiramente livres, e que o homem precisa descobrir-se como Humano, Demasiado Humano.
Wikipédia

Nenhum comentário: