20 de abril de 2013

Vale lembrar:

20 de abril de 1850
A fuga de Pedro Ivo no dia 20 de abril de 1850
Pedro Ivo, herói da Revolução Praieira nasceu em Olinda (PE) em 1811. Era um dos rebeldes da Revolução de 1817.
Inspirador de dois grandes poetas românticos:
“Era um leão sangrento, que rugia,
Da glória nos clarins se embriagava,
E vossa gente pálida recuava,
Quando ele aparecia”.

Álvares de Azevedo
Castro Alves dedica-lhe longo poema em V cantos, datado de maio de 1865. Sobre o herói desaparecido, após a refrega, diz:
“Que importa se o túmulo ninguém lhe conhece?
nem tem epitáfio, nem leito, nem cruz?
Seu túmulo é o peito do vasto universo,
Do espaço - por cúpula - as conchas azuis”!
“Mas contam que um dia rolara o oceano
Seu corpo na praia, que a vida lhe deu
Enquanto que a glória, rolava sua alma
Nas margens da história, na areia do céu!”

Castro Alves
A Revolução Praieira foi um movimento armado, que irrompeu em Pernambuco em 1848, tendo sido a última rebelião do 2º Reinado, após cujo conflito os conservadores consolidaram o seu poder, exercido até 1864.
A denominação Praieira decorreu do fato de ser a tipografia dos rebeldes situada na Rua da Praia.
Dentre os itens do programa político dos praieiros constavam:
- a convocação de uma Constituinte,
- a abolição da vitaliciedade do Senado;
- a modificação da divisão territorial;
- a exigência de ser brasileiro nato para os lugares de ministro,
- membro do Parlamento e dos tribunais de Justiça;
- a escolha do Imperador procedida de uma lista tríplice organizada pelas assembleias provinciais, dos Presidentes de Província e Prefeitos departamentais;
- a escolha dos empregados de cada departamento a cargo do respectivo prefeito;
- a redução a um só tesoureiro nas Províncias, que concorreriam com suas cotas para as despesas gerais.
Mesmo tendo sido afastados do poder, os Liberais não queriam desapegar-se dos cargos que exerciam na Província, acentuando-se cada vez mais a odiosidade entre aos praieiros (liberais) e os gabirus (conservadores).
Diante dessa situação, o Governo Imperial nomeou Comandante das Armas e das forças em operação o Brigadeiro José Joaquim Coelho, mais tarde Barão de Vitória. Aconteceram vários embates, tendo os rebeldes recebido importantes adesões, a exemplo do Cap. Pedro Ivo Veloso da Silveira, tornando-se insustentável a situação desfavorável dos revoltosos.
Substituído o Presidente Ferreira Pena por Dr. Manuel Vieira Tosta travou-se combate decisivo, no dia 2 de fevereiro de 1849, às portas do Recife.
Nunes Machado tombou com um tiro na testa, tendo Pedro Ivo, com cerca de 300 homens, resistido por algum tempo, no interior da Província, resolvendo, por fim, entregar-se ao Governo da Bahia. Daqui, foi enviado para a Corte, onde foi recolhido ao Forte da Laje, de onde conseguiu escapar num navio estrangeiro, desaparecendo, à altura da Paraíba, no dia 2 de março de 1852, não se sabendo o seu destino.

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