24 de janeiro de 2012

A Mangueira e o Sabiá

O sabiá pousou em cima da mangueira e cantou,
cantou uma semana inteira.
Depois foi-se embora, nunca mais voltou.
A mangueira ficou triste, mas toda cheia de mangas.
Mangas tão doces, tão bonitas, a mangueira nunca deu.
Deu agora de saudades, porque a mangueira sofreu...

Quanta mulher-sabiá!
Quanto homem-mangueira!...

Álvaro Moreyra (1888-1964)

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