27 de setembro de 2010

Taj Mahal

Taj Mahal, uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia, e é o mais conhecido dos monumentos do país. Em 1993, foi eleito como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, e é hoje um importante destino turístico.
Contendo inscrições retiradas do Corão, ele é incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli, entre outras, e sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.
O suntuoso monumento é a maior prova de amor do mundo. O Príncipe Shah Jahan, então com quatorze anos, conheceu Arjumand Banu Begam, uma princesa persa muçulmana, em um bazar no interior das muralhas do palácio real, em Agra. Foi amor à primeira vista. Arjumand era tão bela que, segundo os poetas, "a Lua escondeu seu rosto de vergonha diante dela". Encantado, Jahan, no mesmo momento, comprou um diamante de 10.000 rupias, e anunciou ao pai da princesa o seu desejo de se casar com ela. O casamento ocorreu cinco anos mais tarde e Arjumand passou a ser conhecida como Mumtaz Mahal (que significa "a preferida do palácio").
Apesar de ser o segundo casamento de Jahan, ele foi realizado através da paixão e do amor verdadeiro; amor este que os fez praticamente inseparáveis.
Mumtaz Mahal acompanhava o marido em todas as suas viagens e expedições militares, tornando-se sua principal conselheira e apoiadora. Jahan cercava de mimos sua companheira e confidente. Ela, por sua vez, além dos sábios conselhos e da devoção, lhe deu muitos filhos para assegurar a continuidade da dinastia Mughal.
Em 1631, a rainha deu à luz seu décimo quarto filho, mas logo depois sofreu complicações do parto, vindo a falecer. Segundo a lenda, em seu último suspiro, ela obteve a promessa do marido de construir para ela o mais lindo mausoleu nunca antes visto.
Após a morte de Mumtaz, o rei se recolheu em sua dor. A tristeza era visível e o choro, constante. Seus cabelos e sua barba tornaram-se brancos como a neve. Não mostrava mais entusiasmo pela administração do reino. O que o movia agora era a tarefa de erguer o monumento mais bonito do mundo em memória de sua amada.
Seis meses depois, ele lançou as bases para o memorial, através do rio Jamuna, perto de seu palácio em Agra. Ali, sobre o túmulo de sua adorada rainha, seria construído o famoso Taj Mahal, a jóia da India.
Shah Jahan mergulhou então no mundo da arte e da arquitetura, obcecado pela perfeição. A qualidade na construção e a riqueza dos detalhes são singulares. Mais de mil elefantes transportaram materiais de construção dos confins do continente. O jaspe foi importado do Punjab, e o cristal e o jade, da China. Do Tibete trouxeram-se turquesas e do Afeganistão o lápis-lazúli, enquanto as safiras provinham de Ceilão e os quartzos da Península arábica. No total utilizaram-se 28 tipos de gemas e pedras semipreciosas para fazer as incrustações no mármore.
Os melhores contrutores e artistas da região, inclusive alguns vindos da Europa, foram convidados, e cerca de 20 mil homens foram trazidos de várias cidades do Oriente para trabalhar no monumento.
Porém, em 1657, pouco tempo antes do término da obra, Shah Jahan adoeceu gravemente e seu filho Aurangzeb, aproveitando-se da fragilidade do pai, atacou o trono, declarando-se imperador. Shah Jahan foi então encarcerado pelo próprio filho em uma torre do Forte Vermelho de Agra.
Shah Jahan permaneceu em cativeiro até sua morte, em 1666.
Reza a lenda que ele passou o resto dos seus dias observando pela janela o Taj Mahal.
Depois da sua morte, ele foi sepultado no mausoléu, lado a lado da esposa.

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