30 de setembro de 2009

“Depois que um corpo
comporta outro corpo,
nenhum coração suporta o pouco”.

(Alice Ruiz)

O príncipe Charles, da Grã-Bretanha, chamou Pelé, o Dalai Lama, os príncipes William e Harry e até um sapo para sua campanha para salvar as florestas e combater a mudança climática. Os seguidores da iniciativa, que incluem também os atores Harrison Ford, Daniel Craig e Robin Williams, aparecem junto com a animação de um sapo. Feito em computador, o bichinho foi escolhido símbolo da campanha por viver em locais de floresta e por fazer alusão a contos de fada.
Rainforest SOS
Leia mais ( aqui )
“... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma”.
Lewis Carroll (1832-1898)

AUSÊNCIA

Foto de Angie McKenzie
Quero
dizer-te uma coisa simples.
A tua ausência dói-me.
Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma.
Mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais,
no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem
roubado o tato.
São estas as formas do amor,
podia dizer-te, e acrescentar que...
as coisas simples também podem ser complicadas,
quando nos damos conta da diferença
entre o sonho e a realidade. Porém, é o sonho
que me traz a tua memória, e
a realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refração de instantes,
Quando a tua voz me chama de dentro de
mim e me faz responder-te uma coisa simples. . .

Como dizer que a tua ausência me dói.

Nuno Júdice
Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiura é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu - eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.
Clarice Lispector (1920-1977)

29 de setembro de 2009

Aos poucos a lua perde o resplendor.
O rio sabe a sangue, e ninguém sabe.
É a derradeira chance de me ver
pela primeira vez inteiro: cara a cara.
Simplificar prefiro. Por que hesito
em revelar as águas escuras
que me percorrem, essas onde moram
peixes cinzentos, surdos, que me sabem?
Dizer me basta que não cometi

o pecado pior do homem:
o de não ser feliz
(O juízo é de Borges
que era cego, mas descobriu a rosa
escondida no coração da moça.)
Vi o fundo de um lago de esmeraldas.
Eu fui feliz, insuportavelmente.
As desgraças que duras me feriram
nada foram (contando a de existir)
ao lado dos milagres que vivi,
dos mágicos momentos que inventei.
Não é preciso ir longe. Numa noite
de ardente primavera eu viajei,
abraçado aos cabelos desvairados
que me ensinavam o cântico dos cânticos,
pelo mar dos espaços siderais.
Voltei intacto. Parece que passaram eternidades.
Sozinho agora sou: perante mim,
ou entre mim e a noite que me chama,
espaço em que mal cabe o que escondi.
E mais de meio século de festa,
de lágrimas, de assombro, de ternura,
inútil se resume na fagulha
fugaz do tempo em que meu ser total,
resíduo de memórias, já se adere
- imperceptível –
ao silêncio noturno da floresta.

Thiago de Mello

Figura

Ismael Nery (1900-1934)
A tua figura desperta a minha energia sutil
e ascende à primeira forma sublime e simples.
Primavera do mundo e aromático barco
e na palma da mão a delicada inicial.
Neste instante as luzes são passagens transparentes
e eu coloco o teu ventre novamente na paisagem.
Venho de ti e vou para ti antes do primeiro jato
num côncavo seio na cúpula do segredo,
que é tão fechado como a não respiração
e que se abre no rosto dos meus membros.

António Ramos Rosa

Imprensa brasileira: De fato ou interina?
Bandeira de Honduras
Empenhada em afirmar que o governo brasileiro teria agido de maneira irresponsável ao conceder abrigo ao presidente deposto, a mídia corporativa repete um velho procedimento. Tenta armar uma subversão monstruosa: a autoria e a responsabilidade do golpe são transferidas aos que a ele se opõem.
Não se trata apenas da insistência da grande mídia brasileira em “manter um viés anti-Lula, fazendo uma cobertura parcial e tendenciosa sobre os acontecimentos que envolvem o fato", como afirmou o deputado José Genoíno. A operação em curso vai bem além desse propósito. O que ela busca ocultar são os resultados da reunião do G-20, em Pittsburgh, com a abertura para a reorganização das instituições financeiras internacionais e maiores direitos para os países emergentes. O êxito diplomático deve ser substituído por uma "trapalhada ideológica que não faz jus à tradição pragmática do Itamaraty”.
É exatamente isso o que confessa o articulista Clóvis Rossi, em sua coluna de sexta-feira, 25 de setembro, na Folha de S. Paulo.

"Escrevendo textos no lobby do Hotel Sheraton, em que Luiz Inácio Lula da Silva está hospedado em Pittsburgh, sou agradavelmente interrompido por Gilberto Scofield, o competente correspondente de "O Globo" em Washington: Cara, Honduras conseguiu eclipsar completamente o G20 nos jornais brasileiros. Só recebo cobranças sobre Honduras".

Essa desenvoltura de militantes eufóricos só reforça o que se sabe da grande imprensa. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas os modelos-teimosos- permanecem como farsa de um jornalismo que não se sabe ao certo se é “de fato" ou interino. Os acontecimentos de Tegucigalpa são contagiantes.

Gilson Caroni Filho - Carta Maior

28 de setembro de 2009

“Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei.
Ainda sim, escrevo”.

Mia Couto
Iluminar para sempre
Iluminar tudo
Iluminar por toda a eternidade Iluminar e só.
Este é o meu lema
e o do sol.

Vladimir Maiakovski (1893-1930)

Fênix

Richard S. Johnson
Busco um amor que não morre
Uma dor que não dói
Um sonho que não se acabe.

Busco a felicidade em estações
Onde o trem da vida possa parar,
Onde o amor seja constante.
Imutável.

Busco o amor tenaz, prepotente,
Jamais indiferente;
Ousado e suave
Como pluma de uma ave ou
O vento da primavera.

Busco coisas que fazem a vida espetacular
Quero ver debaixo do duro aspecto das pessoas
Alguém que sabe amar
Sem disfarces, sem pontes, sem depois...

MJSpeglich

O artista inconfessável

John William Godward
“Fazer o que seja é inútil.
Não fazer nada é inútil.
Mas entre fazer e não fazer
mais vale o inútil do fazer.
Mas não, fazer para esquecer.
que é inútil: nunca o esquecer
Mas fazer o inútil, sabendo
que ele é inútil, e bem sabendo
que é inútil e que seu sentido
não será sequer pressentido,
fazer: porque ele é mais difícil
do que não fazer, e dificilmente
se poderá dizer
com mais desdém, ou então dizer
mais direto ao leitor. Ninguém
que o feito e foi para ninguém”.

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

27 de setembro de 2009

A tolerância universal de Voltaire...

Michelangelo - A Criação de Adão
Não é preciso uma grande arte, uma eloquência muito rebuscada, para demonstrar que os cristãos se devem tolerar mutuamente. Vou mais longe: digo-vos que é preciso encarar todos os homens como nossos irmãos. O quê! Meu irmão, o turco? Meu irmão, o chinês? O judeu? O siamês? Sim, sem hesitação; não somos todos nós filhos do mesmo pai, e criaturas do mesmo Deus? Mas esses povos desprezam-nos; consideram-nos idólatras! Pois bem! Dir-lhes-ei que estão muitíssimo enganados. Tenho a impressão de que seria capaz de espantar a orgulhosa teimosa de um imã ou de um monge budista, se eu lhes falasse mais ou menos neste tom: “Este pequeno globo, que não é mais do que um ponto, rola no espaço, assim como todos os outros globos; nós andamos perdidos nessa imensidade. O homem, medindo à volta de cinco pés, pesa seguramente pouco na criação. Um desses seres minúsculos, algures na Arábia ou na Cafraria, diz a algum dos seus vizinhos: Prestem-me atenção, porque o Deus de todos os mundos me iluminou; vivem sobre esta terra, novecentos milhões de formiguinhas como nós, mas o meu formigueiro é o único de que Deus gosta; por todos os outros ele só sente nojo, por toda a eternidade; só o meu formigueiro será feliz, e todos os restantes conhecerão para sempre o infortúnio”. Eles interromper-me-iam e perguntar-me-iam quem foi o louco que afirma uma asneira dessas. Eu seria obrigado a responder-lhes: “Fostes vós próprios.”
Voltaire (1694-1778)
Tratado Sobre a Tolerância.
Quero dar-te a coisa mais pequenina que houver
bago de arroz
grão de areia
semente de linho
suspiro de pássaro
pedra de sal
som de regato
a coisa mais pequena do mundo
a sombra do meu nome
o peso do meu coração na tua pele.

Rosa Lobato de Faria (1932-2010)
Pra mim basta um dia
Não mais que um dia
Um meio dia
Me dá só um dia
E eu faço desatar
A minha fantasia
Só um belo dia
Pois se jura, se esconjura
Se ama e se tortura
Se tritura, se atura e se cura
A dor na orgia
Da luz do dia
É só o que eu pedia
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia
Só um santo dia
Pois se beija, se maltrata
Se come e se mata
Se arremata, se acata e se trata
A dor na orgia
Da luz do dia
É só o que eu pedia, viu
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia.

Chico Buarque

Depoimento

Jeanne Hébuterne pintada por Modigliani
(grávida do segundo filho)
“Eu o vi dançar uma vez, perto da estátua de Balzac, seu rosto estava lindo, seus passos eram graciosos... pavoneando-se com a música, ele sorria... Ele foi tudo aquilo que eu fora um dia. Então eu guardei aquele momento, e guardei na minha memória para estar lá e me confortar nos meus últimos dias...”
Auguste Renoir sobre Modigliani.
Pierre Puvis de Chavannes
Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.

Fernando Pessoa (1888-1935)

Consolação

Pino Daeni
Nas ruas da cidade caminha o meu amor.
Pouco importa aonde vai no tempo dividido.
Já não é o meu amor, todos podem falar-lhe.
Ele já não se recorda. Quem de fato o amou?

Procura o seu igual no voto dos olhares.
O espaço que percorre é a minha fidelidade.
Ele desenha a esperança e ligeiro despede-a.
Ele é preponderante sem tomar parte em nada.

Vivo no seu abismo como um feliz destroço.
Sem que ele saiba, a minha solidão é o seu tesouro.
No grande meridiano onde inscreve o seu curso,
é a minha liberdade que o escava.

Nas ruas da cidade caminha o meu amor.
Pouco importa aonde vai no tempo dividido.
Já não é o meu amor, todos podem falar-lhe.
Ele já não se recorda.
Quem de fato o amou e de longe o ilumina para que não caia?

René Char (1907-1988)
Olha para o mar. A água tanta. Já escureceu. Não tem como chorar nos olhos. Mas tem aquela água inteira, deliciosa e bíblica, incrivelmente salgada à sua frente. [...] Deixa-se conduzir pelo movimento encapelado, pela agitação das águas escuras e pesadas. Não sorri, mas sente a tremedeira ceder aos pouquinhos, um tipo de alívio, prazer tímido crescendo, intensificando-se. Como o prazer de esquecer tudo para, quem sabe, poder lembrar tudo outra vez.
Bernardo Ajzenberg - Extraído de “Olhos Secos”.

26 de setembro de 2009

“O escritor original,
enquanto não está morto,
é sempre escandaloso”.

Simone du Beauvoir (1908-1986)

As almas dos poetas

Ruth Sanderson
Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!

Florbela Espanca (1894-1930)
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Modigliani - Paixão Pela Vida

Modigliani - Paixão Pela Vida
Um ótimo e intenso filme.
Nesse trecho, Picasso leva Modigliani para conhecer Renoir.
A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo... Ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango..., que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros. Pense em tudo que se perdeu.
Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz? É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara. Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos.
Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta. Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?
Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual. É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser. Não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras.... Apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir.

Chagdud Tulku Rinpoche, em " Portões da Prática Budista".

24 de setembro de 2009

Nenhum homem,
a não ser um morto-vivo,
pode se sentir ancorado nesta vida.

René Char (1907-1988)
Queria ser acontecimento. Imaginava-me partitura. Era desajeitado. A caveira que, mau grado meu, substituía a maçã que amiúde levava aos lábios, só eu a via. Punha-me a um canto para mordê-la corretamente. Dado que não é possível andar a passear nem pretender fazer o amor com um fruto semelhante entre os dentes, decidi, quando tinha fome, dar-lhe o nome de maçã. E já não me incomodou mais. Só mais tarde me apareceu o objeto que me embaraçava em forma gotejante, mas sempre ambígua, de poesia.
René Char (1907-1988)
Tradução António Ramos Rosa
A edição de Carta Capital desta semana traz como reportagem de capa “A tragédia da privatização”, que mostra como o modelo de desmonte do setor elétrico durante o governo FHC fez o Brasil ter uma das tarifas de energia mais altas do mundo.
O texto, de Luiz Antonio Cintra, destaca o trabalho quase anônimo de uma CPI que atua há três meses longe dos holofotes da mídia. O início dos trabalhos teve como base um estudo, produzido por economistas do BNDES, que aponta as disparidades do modelo energético brasileiro.
“Somos líderes no ranking mundial, à frente de países com renda per capita muito superior à brasileira, como Japão e Alemanha. De 1995 a meados de 2008, data de publicação do estudo, a tarifa média teria subido nada menos que 398%. No mesmo período, os salários, corrigidos pelo IPCA, subiram bem menos, apenas 164%”, sustenta o texto da Carta Capital.
Na mesma edição, outra reportagem também aborda a privatização no setor energético. Sob o título “Gás asfixiante”, o texto de Sérgio Lírio demonstra como grandes indústrias paulistas vêem ganhos exorbitantes da Comgás, querem mudar os critérios de reajustes das tarifas e ameaçam ir à Justiça.
Os empresários acham um exagero uma concessionária monopolista de serviços públicos – privatizada pelo governador Mário Covas, em 1999 – ter uma rentabilidade sobre o patrimônio de 45% (não é bem um exagero, é uma obscenidade – opinião do Conversa Afiada).
É uma briga entre a FIESP e empresários da Associação Brasileira da Indústria de Vidro – Abividro. Os industriais e a Abividro acreditam que a Comgás embolsou R$ 1 bilhãos que deveria na verdade ter ficado com os consumidores.
No centro do problema está um parecer do economista Gesner Oliveira – fiel escudeiro de José Serra e hoje presidente da empresa de publicidade do governo, a Sabesp. E, a certa altura, como consultor, deu um parecer favorável a quem? Aos ingleses donos da Comgás, em prejuízo do consumidor brasileiro. Uma questão de estilo.

23 de setembro de 2009

Império Romano

Linha do tempo de Roma
Roma
Monarquia
800 aC.
✓ Fundação mitológica de Roma em 753
✓ Realeza
600 aC.
✓ Domínio Etrusco
✓ Início tradicional da República, com a expulsão da realeza etrusca, em 509 ✓ Roma domina o Lácio
República
500 aC.
✓ Domínio dos Patrícios
✓ Lutas na Itália central
✓ Lei das Doze Tábuas (450)
400 aC.
✓ Roma saqueada pelos gauleses
✓ Direitos estendidos aos plebeus
✓ Expansão Romana na Itália
✓ Tratado de Roma com Cartago (348)
300 aC.
✓ Guerra com os cartagineses
✓ Primeiros autores latinos
200 aC.
✓ Expansão romana fora da Itália
✓ Tribunatos de Tibério e Caio Graco e crise agrária
✓ Mário rompe as tradições: cônsul sete vezes, passa a aceitar proletários no exército romano br> 100 aC.
✓ Guerra social (91-89) entre romanos e itálicos
✓ Guerra Civil e Sila Ditador (83-2)
✓ César conquista a Gália, torna-se ditador e é assassinado (44)
✓ Augusto torna-se o 1º Imperador (31)
✓ Auge da literatura latina: Cícero, Catulo, Tito Lívio, Ovídio
Principado ou Alto Império
Era Cristã .
✓ Principado e as dinastias Júlio-Cláudia e Flávio-Trajana
✓ Erupção do Vesúvio e destruição de Pompéia (79)
✓ Construção do Coliseu (79)
✓ “Pax Romana”
100 dC.
✓ Auge das cidades e do comércio antigo
✓ Revoltas judaicas na Palestina
✓ Perseguições aos cristãos
200 dC.
✓ Extensão da cidadania romana a todos os habitantes livres do Império (212)
Dominado ou Baixo Império
Início de um regime mais abertamente monárquico, o Dominado
✓ “Crise do Século III”: guerras civis (235-284)
✓ Grandes juristas consolidam a legislação romana: Ulpiano, Papiniano
300 dC.
✓ Perseguição aos cristãos, seguida da liberdade de culto (313)
✓ Constantino, primeiro imperador cristão (324-337)
✓ Cristianismo religião oficial e perseguição aos outros cultos (382)
✓ Divisão do Império entre Ocidente e Oriente (395)
400 dC.
✓ Saque de Roma (410)
✓ Último imperador romano no Ocidente (476)
Depois de um século de lutas civis, o mundo romano estava desejoso de paz. O Senado não estava em condições de opor-se aos desejos do general Otavio, detentor do poder militar.
As lutas políticas internas levaram ao poder Otávio (27 a.C.-14 d.C.), primeiro imperador romano. Desgastados pelas disputas internas e externas, os aristocratas romanos e o povo apoiavam a instalação de um governo forte, que estabilizasse a política e a economia de Roma.
Jean-Léon Gérôme - Cleópatra e Júlio César
Otávio recebeu vários títulos concedidos pelo Senado, ampliando seus poderes, entre eles o de Augusto (sagrado).
Abaixo lista dos imperadores romanos desde a fundação do Império Romano, em 27 a.C., até à Queda do Império Romano do Ocidente, em 476 d.C.
Sir Lawrence Alma-Tadema - Roman Family
Sir Lawrence Alma-Tadema - A roman dance
Dinastia Júlio-Claudiana
  • Augusto (63 a.C.-14 d.C.) 2014 - 2000 anos de sua morte.
    Giovanni Battista Tiepolo - Emperor Augustus
    Jean Auguste Dominique Ingres - Emperor Augustus
  • Tibério (14-37)
  • Calígula (37-41)
    Jean Léon Gérôme - Gladiator
  • Tiberius Claudius Caesar (41-54)
    Sir Lawrence Alma-Tadema - A morte de Calígula
  • Nero (54-68)
John William Waterhouse - Os remorsos de Nero
Ano dos Quatro Imperadores
  • Galba (68-69)
  • Otão (69)
  • Vitélio (69)
  • Vespasiano (69)
Dinastia Flávia
  • Vespasiano (69-79)
  • Tito (79-81)
    Sir Lawrence Alma-Tadema - O triunfo de Tito
  • Domiciano (81-96)
Dinastia dos Antoninos
  • Nerva (96-98)
  • Trajano (98-117)
  • Adriano (117-138) O Imperador Adriano compôs pouco antes de sua morte o seguinte poema:
    “Animula, vagula, blandula
    Hospes comesque corporis,
    Quae nunc abibis in loca?
    Pallidula, rigida, nudula,

    Nec, ut soles, dabis jocos?”.

    P. Aelius Hadrianus Imp.
    “Alminha suave e errante
    hóspede e companheira do corpo
    prestes a sumir em lugares
    desbotados, inóspitos, despojados

    Nunca mais terás teus passatempos de antes?”.

    Públio Élio Adriano
    Tradução: Mario S. Mieli


    Antínoo suicidou-se em 130 a.C
    Adriano dá um grito de dor e ajoelha-se junto ao cadáver, beijando-o entre lágrimas e lamentos.
    Esta trágica cena do suicídio de Antínoo, o jovem amante do maduro imperador, foi descrita pela escritora francesa Marguerite Yourcenar em seu livro "Memórias de Adriano" (1951). O livro foi um verdadeiro êxito de vendas e, nas suas múltiplas edições e traduções, o público tomou conhecimento da existência de um imperador romano cujo jovem amante se suicidou por amor.

    Sir Lawrence Alma-Tadema-Adriano leva Antínoo (seu amante) numa oficina de cerâmica
  • Antonino Pio (138-161)
  • Lúcio Vero (161-169)
  • Marco Aurélio (161-180)
    Eugène Delacroix-As últimas palavras do Imperador Marco Aurélio
  • Cómodo (177-192) )
Governo Pretoriano
  • Pertinax (193)
  • Dídio Juliano (193)
Dinastia dos Severos
  • Septímio Severo (193-211)
  • Geta (209-211)
  • Caracala (188-217)
Sir Lawrence Alma-Tadema - Caracala
Dinastia Macrina
  • Macrino (217-218)
  • Diadumeniano (217-218)
Dinastia dos Severos (restaurada)
  • Heliogábalo (203-222)
    Sir Lawrence Alma-Tadema - As rosas de Heliogábalo
  • Alexandre Severo (222-235) )
Crise do Terceiro Século
  • Maximino Trácio (235-238)
  • Gordiano I (238)
  • Gordiano II (238)
  • Pupieno (238)
  • Balbino (238)
  • Gordiano III (238-244)
  • Filipe, o Árabe (244-249)
  • Décio (249-251)
  • Herénio Etrusco (251)
  • Hostiliano (251)
  • Treboniano Galo (251-253)
  • Volusiano (251-253)
  • Emiliano (253)
  • Valeriano I (253-260)
  • Galiano (253-268)
  • Salonino (260) )
Imperadores Ilírios
  • Cláudio II (268-270)
  • Quintilo (270)
  • Aureliano (270-275)
  • Tácito (275-276)
  • Floriano (276)
  • Próbo (276-282)
  • Caro (282-283)
  • Carino (283-285)
  • Numeriano (283-284) )
Tetrarquia e Dinastia Constantiniana
  • Diocleciano (284-305)
    Jean Léon Gérôme - Mercado de escravos em Roma
  • Maximiano (286-305)
  • Constâncio Cloro (305-306)
  • Galério (305-311)
  • Severo II (306-307)
  • Maxêncio (306-312)
  • Licínio (308-324)
  • Maximino Daia (310-313)
  • Valério Valente (316-317)
  • Martiniano (324)
  • Constantino I, o Grande (306-337) 1° imperador romano a professar o Cristianismo.
    Antes de exalar o último suspiro, Constantino teve tempo de receber o batismo das mãos do bispo Eusébio de Nicomédia.
    Este batismo tardio e sua ação em favor da Igreja lhe valeram ser venerado como um santo pelos cristãos ortodoxos, ainda que não tivesse tido na vida um comportamento dos mais virtuosos.
  • Constâncio II (337-361)
  • Constante (337-350)
  • Juliano (361-363)
  • Joviano (363-364) )
Dinastia Valentiniana
  • Valentiniano I (364-375)
  • Valente (364-378)
  • Graciano (367-383)
  • Valentiniano II (375-392)
  • Magno Máximo (383-388)
Casa de Teodósio
  • Teodósio I (379-395) → Instituiu o Cristianismo como religião.
  • Arcádio (383-395)
  • Honório (393-395)
John William Waterhouse - The Favourites Of Emperor Honorius
Império do Ocidente
  • Honório (395-423)
  • Prisco Átalo (409-410)
  • Constâncio III (421)
  • Valentiniano III (425-455)
  • Petrónio Máximo (455)
  • Avito (455-456)
  • Majoriano (457-461)
  • Líbio Severo (461-465)
  • Antêmio (467-472)
  • Olíbrio (472)
  • Glicério (473-474)
  • Júlio Nepos (474-480)
  • Rômulo Augusto (475-476)
O período dos cinco bons imperadores da História de Roma é compreendido entre os anos 96 e 180.
Durante as administrações imperiais de Nerva (96 a 98), Trajano (98 a 117), Adriano (117 a 138), Antonino Pio (138 a 161) e Marco Aurélio (161 a 180), Roma desfrutou de relativa paz e prosperidade política, militar e econômica, tendo, então, atingido o seu auge.
Vejamos:
Imperador Nerva (96-98)
Marco Coceio Nerva. Embora se desconheça grande parte da vida de Nerva, é considerado pelos historiadores antigos como um imperador sábio e moderado, interessado no bem-estar econômico, procurando reduzir as despesas do governo. Esta opinião foi confirmada pelos historiadores modernos, um dos quais, Edward Gibbon, chama Nerva e os seus quatro sucessores, os "cinco bons imperadores". A adoção de Trajano como herdeiro finalizou com a tradição dos anteriores imperadores, que nomeavam algum dos seus parentes como filho adotivo, caso não os sucedessem os seus próprios filhos.
Imperador Trajano (98-117)
Marcus Ulpius Nerva Trajanus, mais conhecido apenas como Trajano.
Adotado como herdeiro e sucessor por Nerva, é dos imperadores o mais conceituado como excelente administrador civil. Mas apesar das marcas que deixou em Roma, é como general que Trajano celebrou seus maiores triunfos.
A reputação de Trajano sobreviveu até hoje: é dos poucos governantes que resistem ao escrutínio de quase dezenove séculos de História.
Foi extremamente compreensivo com os cristãos, o que lhe valeu ser o único imperador romano incluído no Paraíso (in Comédia, Dante Alighieri). Homem inteligente e cultivado, manteve contato com a intelectualidade de Roma, como testemunha sua correspondência com Plínio, o Jovem.
Apesar das marcas que deixou em Roma, é como general que Trajano celebrou seus maiores triunfos. Levou as fronteiras do império ao ponto máximo de sua extensão geográfica e realizou um vasto programa de obras públicas, construindo estradas, pontes, aquedutos, portos, banhos públicos e infraestrutura sanitária.
De tal modo reorganizou o Império que recebeu do Senado Romano o título honroso de optimus princeps.
Durante uma campanha militar de expansão do Império foi acometido por uma enfermidade que o debilitou. Decidiu regressar. Sua sáude foi declinando, o que se tornou de domínio público, como pode ser comprovado pelo busto em bronze que ficava em exposição nas Termas Romanas de Ancara, que o imperador usou durante o tempo em que ficou nessa cidade esperando melhorar para retomar viagem.
Novamente a caminho de Roma, morreu de um derrame, aos 64 anos, em Cilícia, ainda na Anatólia (hoje Turquia).
Imperador Adriano (117 a 138)
A carreira política de Adriano foi rápida: aos 30 anos já era Cônsul Romano e aos 38, Governador da Síria.
Foi o sucessor de Trajano. Imediatamente após sua ascensão a Imperador, Adriano ignorou e dispensou a consulta ao Senado, pois não esquecera uma conspiração dos senadores contra sua vida. Além dos problemas com o Senado, ele enfrentava o desafeto da sociedade romana.
O feito mais notável de seu reinado foram as viagens que empreendeu por todo o Império. Adriano acreditava que o Império não devia ser ampliado além das fronteiras que já conquistara e que o importante era guardar e cuidar dos territórios que formavam o Império Romano.
Para isso construiu estradas, fortes e muralhas, sendo que parte de uma delas pode ser vista ainda hoje: as célebres Muralhas de Adriano que ele fez erguer no norte da região que hoje corresponde à Grã-Bretanha.
Viajou por toda a extensão do Império, das Muralhas de Adriano até o Egito e a Grécia; criou o hábito de marchar com seu exército ao longo das fronteiras, quando ia de um lugar para outro, a fim de fiscalizar e treinar o exército que ocupava os fortes.
Em Roma, ele restaurou o Panteão e construiu o Templo de Vênus e Roma. Era um humanista e apaixonado pela herança cultural grega.
Sua relação homossexual com Antínoo foi fato marcante em sua vida e na vida do Império. Antínoo morreu durante uma viagem pelo Nilo e Adriano, enlouquecido pela dor, o divinizou e deu início a uma série de cultos para que o povo o adorasse.
Imperador Antonino Pio (138 a 161)
Titus Aurelius Fulvius Boionius Antoninus. Em 138, ele foi adotado por Adriano como filho e sucessor, recebeu poderes de tribuno e pro cônsul; quando Adriano morreu, em 10 de junho do mesmo ano, Antonino tornou-se imperador.
Um dos seus primeiros atos foi conseguir do Senado - Adriano nunca se entendeu com o Senado - a divinização de seu predecessor e a ratificação de seus atos. Conseguiu isso prometendo abolir os juízes itinerantes italianos instituídos por Adriano.
O Senado conferiu a Antonino o título de "Pio" como reconhecimento de seu senso de dever em relação a Adriano, a quem protegeu e impediu de suicidar. No ano seguinte recebeu também o título de "Pai da Pátria".
Conseguiu manter boas relações com o Senado durante todo seu reinado, apesar de nunca ampliar os poderes dos senadores. Na realidade, a burocracia tornou-se mais dinâmica e Antonino reservou para seu conselho privado todas as decisões sobre os assuntos de importância.
Seu governo foi, em sua maior parte, um período de paz e prosperidade. Ele não era extravagante (ao morrer, havia seiscentos e setenta e cinco milhões de denárius no Tesouro), mas apoiou a construção de edifícios, principalmente na Itália.
Ele enfrentou umas poucas desordens e revoltas em algumas províncias, mas nada que não fosse bem resolvido por ele. Antonino morreu em 161, em Lório (Etrúria), e foi enterrado no Mausoléu de Adriano, em Roma.
Sua fortuna pessoal deixou em testamento para a única de suas filhas que sobreviveu à infância, mas os rendimentos seriam sempre do Estado.
Seu caráter e sua personalidade receberam aprovação geral. Suas qualidades estão descritas nas “Meditações” de seu herdeiro Marco Aurélio: "gentileza e resolução inabaláveis nos julgamentos obtidos após exame minucioso; renúncia às honras exteriores; amor ao trabalho e à perseverança; presteza para ouvir aqueles que têm algo a contribuir para o bem-estar público; o desejo de recompensar cada homem de acordo com seu mérito, com imparcialidade".
Marco Aurélio menciona ainda “sua energia na defesa de tudo que fosse de acordo com a razão, sua equanimidade constante, sua expressão serena, sua doçura, seu desdém pela glória, sua ambição em dominar todos os problemas”.
A imagem de hoje é a de um busto de Antonino Pio em mármore, com 90 cm de altura, datado de 140 d.C. Foi encontrado em Cirene, antiga colônia romana na atual Líbia.
Imperador Marco Aurélio (161-180)
Marco Aurélio nasceu em 26 de Abril de 121. Seu reinado foi longo e ocupado por muitas guerras. Mas sua reputação pessoal, na verdade sua “santidade”, fizeram com que fosse sempre muito admirado.
Para sua fama contribuiu o livro de filosofia estoica, uma espécie de diário que redigiu em suas campanhas militares, intitulado “Meditações”, um livro que pode ser chamado de “aureus libellus”, pequeno livro dourado, lido até hoje.
No frontispício traz a inscrição “pensamentos para mim mesmo”. O manuscrito encontra-se no Museu do Vaticano.
Apesar de viver quase que o tempo todo envolvido em guerras e batalhas, Marco Aurélio não descurou da administração de tão grande Império, nem do estudo da Filosofia.
As guerras contra as tribos germânicas e contra os partos ocuparam quase todo seu reinado. Sabe-se que foram longas e desgastantes, mas Marco Aurélio saiu vencedor.
Marco Aurélio é tido como um dos maiores Imperadores Romanos. No entanto, seu reinado pode ser considerado o princípio do fim da Pax Romana e o início do longo declínio do Império Romano.
Uma análise talvez cínica mas muito possivelmente correta é a de que pela primeira vez desde o século 1, o Império não foi entregue a um herdeiro escolhido, mas a herdeiro de sangue: Marco Aurélio deixou Roma para seu filho Cómodo ...
Joaquin Phoenix como Cómodo em "O Gladiador".
Lúcio Aurélio Cómodo, imperador romano aos 19 anos de idade, no ano de 180, apesar da esmerada educação que seu pai, o rei-filósofo Marco Aurélio lhe proporcionou, tornou-se uma figura das mais representativas da perversão que o poder absoluto provoca nos homens. Enquanto o pai foi homem de letras, Cômodo deliciava-se com as lutas de gladiadores, sendo ele mesmo um praticante nesta arte de matar. Morreu em 192, fruto de um conspiração palaciana, depois de um reinado de treze anos de terror e vergonha.
O Imperador Marco Aurélio faleceu em 17 de março de 180: foi Cesar durante 19 anos.
Imperador Constantino I, o Grande (306-337)
Constantino foi um imperador romano, proclamado Augusto pelas suas tropas em 25 de julho de 306 e governou uma porção crescente do Império Romano até a sua morte.
Constantino derrotou os imperadores Magêncio e Licínio durante as guerras civis. Ele também lutou com sucesso contra os francos e alamanos, os visigodos e os sármatas durante boa parte de seu reinado, mesmo depois do reassentamento de Dácia que havia sido abandonada durante o século anterior. Constantino construiu uma nova residência imperial em lugar de Bizâncio, chamando-o de Nova Roma. No entanto, em honra de Constantino, as pessoas chamavam-na de Constantinopla, que viria a ser a capital do Império Romano do Oriente por mais de mil anos. Devido a isso, ele é considerado como um dos fundadores do Império Romano do Oriente.
Constantino acabou, no entanto, por entrar na História como primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na sequência da sua vitória sobre Magêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de outubro de 312, perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus cristão. Segundo a tradição, na noite anterior à batalha sonhou com uma cruz, e nela estava escrito em latim: “In hoc signo vinces” – “Sob este signo vencerás”.
Películas Históricas
Ano
Título
Diretor
Intérprete
1937 Eu, Cláudio Josef von Sternberg Charles Laughton
1959 Ben-Hur William Wyler Charlton Heston
1960 Spartacus Stanley Kubrick Kirk Douglas
1963 Cleópatra Joseph L. Mankiewicz Elizabeth Taylor
1968 Os Césares Derek Bennett Freddie Jones
1976 Eu, Cláudio Herbert Wise Derek Jacobi
1979 Calígula Tinto Brass Giancarlo Badessi
2000 Gladiador Ridley Scott Russell Crowe, Joaquin Phoenix
2009 Ágora Alejandro Amenábar Rachel Weisz
2016 Ben-Hur Timur Bekmambetov Jack Huston