31 de dezembro de 2008

Brindemos o ano novo e renovamos a esperança!
Que o próximo ano seja para nós uma constante troca de ternuras.

Talantbek Chekirov Kygystan
“Se a máquina do tempo nos tritura,
ao mesmo tempo cria imagens novas.
Renascemos em cada criatura
que nos traz do Infinito as boas novas”.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

O Vício de Ler

Federico Andreotti
“Lia nas aulas, com o livro aberto em cima dos joelhos e com tal descaramento que a minha impunidade só parecia possível devido à cumplicidade dos professores. A única coisa que não consegui com as minhas astúcias bem rimadas foi que me perdoassem a missa diária às sete da manhã. Além de escrever as minhas tolices, era solista no coro, desenhava caricaturas cômicas, recitava poemas nas sessões solenes e tantas coisas mais foras de horas e de lugar que ninguém entendia a que horas estudava. A razão era a mais simples: não estudava.
No meio de tanto dinamismo supérfluo, ainda não entendo porque razão os professores se interessavam tanto por mim sem barafustar com a minha má ortografia. Ao contrário da minha mãe, que escondia do meu pai algumas das minhas cartas para o manter vivo e outras, mas devolvia corrigidas e às vezes com os parabéns por certos progressos gramaticais e o bom uso das palavras. Mas ao fim de dois anos não houve melhorias à vista. Hoje o meu problema continua a ser o mesmo: nunca consegui entender porque se admitem letras mudas ou duas letras diferentes com o mesmo som e tantas outras normas sem razão.
Foi assim que descobri em mim uma vocação que me havia de acompanhar toda a vida: o prazer de conversar com alunos mais velhos do que eu. Ainda hoje, em reuniões de jovens que poderiam ser meus netos, tenho que fazer um esforço para não me sentir mais novo do que eles”.

Gabriel García Márquez - Viver Para Contá-la.

Alfredo Volpi
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo num subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio, peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar.

Chico Buarque de Holanda

30 de dezembro de 2008

“A criatividade surge da tensão entre espontaneidade e limitações. A última como os bancos de areia nos rios forçando a espontaneidade em várias formas que são essenciais para a obra de arte ou poema”.
Rollo May (1909-1994)
Faixa de Gaza...

E o mundo assiste calado ao Holocausto pela segunda vez.


Fiz o caminho.
Sem tomar direção, sem saber do caminho.
Pé por pé, pé por si. Deixei que o caminho me escolha.
Na travessia, só silêncio. O nenhuns nada.
O alegre, mesmo, era a gente viver devagarinho, miudinho,
não se importando demais com coisa nenhuma.
Nessa estrada, salvou-me a palavra.

João Guimarães Rosa (1908-1967)
David Graux
“A solidão não nos condena, não nos culpa, não nos cobra. Antes, nos redime e nos realimenta. E, nos momentos em que nos visita, recupera-nos em identidade com todo vento que sopra, todo riacho que murmura, toda luz que enternece. A solidão é isto: a lembrança de um outro mundo, um universo que acontece”.
Fernando Campanella

Joan Miró
O que nos une é não nos entendermos
tu aí eu aqui - nossa via é diferente:
O teu já foi o meu ainda há de ser
são dois buracos negros no presente
que é nosso como o sonho antes do dia
quando sabemos já que estamos a sonhar
e que conosco brinca um pouco ao vento
até aqui e ali cada um se encontrar.

Ulla Hahn
Tradução de João Barrento

Contemplar

Amedeo Modigliani
"Tu és Isto"; “Contempla o Um, só, em todas as coisas” - Deus dentro e Deus fora. Há um caminho para se chegar à Realidade na alma e por meio dela, e há um caminho para se chegar à Realidade no mundo e por meio dele. É muito de duvidar que a meta final possa ser atingida seguindo-se um desses caminhos com exclusão do outro. O terceiro caminho, o melhor e mais difícil, é o que leva ao Fundamento divino simultaneamente no percebedor e no que está sendo percebido.
Aldous Huxley (1894-1963),
- A filosofia Perene

29 de dezembro de 2008

“A tentativa de trazer o céu para a terra
invariavelmente produz o inferno”.

Karl Popper (1902-1994)

Amanda Cass
“A Terra repleta de céu,
e cada arbusto comum incendiado com Deus,
mas só aquele que vê tira os sapatos;
os outros se sentam ao redor e colhem amoras”.

Elizabeth Barrett Browning (1806-1861)

Haikai

Flor amarela,
no vaso, vê o mundo
pela janela.

Carlos Seabra
Michael Parkes
Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Como caracterizar o que Israel faz hoje contra os Palestinos?

“O holocausto feito pelos nazistas com os judeus e aqueles que professavam a religião judaica, durante a II Guerra Mundial é abominável, mas o que os Judeus fazem agora com os Palestinos não é a mesma coisa???
Como não reagir diante das imagens que vemos na TV e nos jornais?
Nestes tempos sombrios, tempos de ódios recíprocos que alimentam o irracionalismo deveria ter um movimento para o chamamento à razão.
Estranho é que no Talmud (livro sagrado do Judaísmo), há uma passagem assim:
O que condenas não o faças a outro. Eis toda a Lei, o resto é só comentário”.

Thalmud da Babilônia, cap. Sabath, 31

René Magritte
Dir-se-ia que a civilização moderna é incapaz de produzir uma elite dotada simultaneamente de imaginação, de inteligência e de coragem. Em quase todos os países se verifica uma diminuição do calibre intelectual e moral naqueles a quem cabe a responsabilização da direção dos assuntos políticos, econômicos e sociais. As organizações financeiras, industriais e comerciais atingiram dimensões gigantescas. São influenciadas não só pelas condições do país em que nasceram, mas também pelo estado dos países vizinhos e de todo o mundo. Em todas as nações produzem-se modificações sociais com grande rapidez. Em quase toda a parte se põe em causa o valor do regime político. As grandes democracias enfrentam problemas temíveis que dizem respeito à sua própria existência e cuja solução é urgente. E apercebemo-nos de que, apesar das grandes esperanças que a humanidade depositou na civilização moderna, esta civilização não foi capaz de desenvolver homens suficientemente inteligentes e audaciosos para a dirigirem na via perigosa por que a enveredou. Os seres humanos não cresceram tanto como as instituições criadas pelo seu cérebro. São sobretudo a fraqueza intelectual e moral dos chefes e a sua ignorância que põem em perigo a nossa civilização.
Alexis Carrel, in 'O Homem esse Desconhecido'

28 de dezembro de 2008

“Todos chegamos um dia como a água
e nos vamos como o vento.”

Graham Greene (1904-1991)

28 de dezembro de 1918 - Dia das Sufragistas
Charge de Raul Pederneiras
Bertha Maria Julia Lutz (São Paulo, 1894 - Rio de Janeiro, 1976) foi uma das figuras pioneiras do feminismo no Brasil. O pai, Adolfo Lutz, era oriundo de uma família suíça, e a mãe, inglesa. Era zoóloga de profissão. Estudou ciências naturais em Paris, na Sorbonne, com especialização em anfíbios anuros.
Em 1918 – Bertha Lutz com 24 anos se forma em Ciências Naturais pela Universidade de Paris (Sorbonne). Durante a Primeira Guerra Mundial, vive num apartamento alugado na capital francesa com a mãe, Amy Fowler Lutz, e o irmão, Gualter Adolpho. Neste mesmo ano, ao retornar ao Brasil, é contratada como tradutora no Instituto Oswaldo Cruz. Nesta instituição, organiza o Museu de Zoologia e auxilia seu pai, pioneiro em Medicina Tropical e Zoologia Médica no Brasil. Ainda neste ano, uma das primeiras manifestações feministas de Bertha Lutz ocorre através de uma carta enviada à seção Cartas de Mulher, da Revista da Semana, e publicada em 28 de dezembro. Nesta, imbuída das ideias com as quais tomara contato na Europa, expressa suas percepções a respeito da emancipação feminina.

O tempo cura tudo

Tudo cura o tempo,
tudo faz esquecer,
tudo gasta,
tudo digere,
tudo acaba.

Não há amor tão robusto que chegue a ser velho.
O tempo tira a novidade às coisas: descobre-lhe os defeitos,
enfastia-lhe o gosto, e bastam que sejam usadas para não serem as mesmas.

O mesmo amar é causa de não amar,
e o ter amado muito,
de amar menos.

Padre Antonio Vieira (1608-1697)

“Se nos ríssemos quando os outros riem e chorássemos quando os outros choram, então deveríamos preparar-nos para morrer como eles morrem e viver como eles vivem. Isto significa estar certo e ficar a perder ao mesmo tempo. Significa estar morto quando se está vivo e estar vivo só quando se está morto. (...)
Nada está certo ou errado, mas pensar torna as coisas certas ou erradas. Deixamos de acreditar na realidade e passamos a acreditar no pensamento. E quando somos empurrados da beira do abismo, os nossos pensamentos acompanham-nos e não nos servem de nada”.
Henry Miller (1891-1980)

27 de dezembro de 2008

Planeta aziago por certo
governava os céus quando nasci –
Almejei fama e fortuna
Só tenho ruína e desdém.
Um destino perverso segue meus passos
com incansável maldade cruel;
Vendesse eu lâmpadas e velas,
Toda a noite o sol haveria de brilhar.
Não posso, não consigo, prosperar
Não importa o quanto tento –
Fosse meu negócio vender mortalhas
Homem nenhum haveria de morrer!

Abraham ibn Ezra
Abraham ibn Ezra (1090 -1167). Foi um judeu intelectual, homem das letras, um importante escritor da Idade Média. Nasceu em Tudela, Espanha, e faleceu em Roma. Foi um sábio e rabino espanhol. Cultivou todas as ciências, e mais particularmente a astronomia. Os seus comentários sobre o Antigo Testamento são notáveis por uma grande ousadia de opiniões.

À noite como deve sentir-se solitário o vento
Quando todos apagam a luz
E quem possui um abrigo
Fecha a janela e vai dormir.
Ao meio-dia, como deve sentir-se imponente o vento
Ao pisar em incorpórea música,
Corrigindo erros do firmamento
E limpando a cena.
Pela manhã, como deve sentir-se poderoso o vento
Ao deter-se em mil auroras,
Desposando cada uma, rejeitando todas
E voando para seu esguio templo, depois.

Emily Dickinson (1830- 1886)

Senado Romano

Mural de Cesare Maccari (1840-1919), no atual Senado Italiano.
Roma, ano 63 A.C. O Senado era palco de graves acontecimentos que ditavam os rumos da história do mundo. Marco Túlio Cícero, o mais notável tribuno de todos os tempos, detinha o mais alto cargo da República Romana. Lucius Sergius Catilina era um influente político romano que, naquele ano, tramava um golpe de estado. Falido financeiramente, Catilina, filho de família nobre, juntamente com seus seguidores subversivos, planejava derrubar o governo republicano para obter riquezas e poder.
As catilinárias foram vários discursos feitos por Cícero, no Senado Romano, para denunciar Catilina. Hoje se usa o termo catilinária para designar qualquer discurso acusatório.
Mesmo passados dois mil anos, ainda hoje são repetidas as sentenças acusatórias de Cícero contra Catilina, declaradas em pleno senado romano:
- Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?
- Por quanto tempo ainda esse teu rancor nos enganará?
- Até que ponto a (tua) audácia desenfreada se gabará (de nós)?
O primeiro e o último destes discursos foram dirigidos ao senado de Roma, os outros dois foram proferidos diretamente ao povo romano. Todos quatro foram compostos para denunciar explicitamente Catilina.

Após o confronto aberto por Cícero no senado, Catilina resolveu afastar-se do senado, indo juntar-se a seu exército ilícito para armar defesa. No ano seguinte Catilina morreu no campo de batalha.

26 de dezembro de 2008

“O mais belo triunfo do escritor,
é fazer pensar os que podem pensar”.

Eugène Delacroix
Carl Schmitz - Moça lendo na varanda
José Ferraz de Almeida Júnior - Repouso
Elihu Vedder
A flauta do infinito é tocada
incessantemente
e seu som é o amor:
quando amor renuncia todos os limites,
ele atinge a verdade.

Quão amplamente se espalha a fragrância!
Ela não tem fim, nada fica em seu caminho.

A forma desta melodia brilha como um milhão de sóis:
Incomparavelmente soa a Vina das notas de verdade.

Kabir (1440– 1518)
Poeta hindu

Silêncio

Henri Matisse
Assim como do fundo da música brota uma nota
que enquanto vibra cresce e se adelgaça
até que noutra música emudece,
brota do fundo do silêncio
outro silêncio, aguda torre, espada,
e sobe e cresce e nos suspende
e enquanto sobe caem
recordações, esperanças,
as pequenas mentiras e as grandes,
e queremos gritar e na garganta
o grito se desvanece:
desembocamos no silêncio
onde os silêncios se emudecem.

Octavio Paz (1914-1998)

Antoine de Saint-Exupèry



Jang yong gil
Por sobre a terra se estendem
ruas e caminhos mil,
mas levam todos
aos mesmo fim.

De dois em dois, três em três,
indo a pé ou a cavalo,
o último passo - sozinho
há de dá-lo.

Não há, portanto, saber
nem poder algum melhor
do que o difícil a gente
fazer só.

Hermann Hesse (1877-1962)
Atravessamos a década de 80 ouvindo as máximas de Margaret Thatcher e Ronald Reagan sobre o “Liberalismo”, “O Estado Mínimo” e que a partir de então viveríamos numa plena democracia e com menos problemas...
E agora, com a crise dos mercados financeiros? Por que o mercado pede dinheiro ao Estado? Isso não era coisa de socialista?
Investidor enganado por Madoff suicida-se: Dia 23 de dezembro - Thierry de la Villehuchet, 65 anos, co-proprietário do fundo de investimento "Acess International", se suicidou esta manhã em Nova Iorque, após ter perdido mais de 1 bilhão de euros. Em nome de seus clientes, especialmente europeus, ele fez pesados investimentos no fundo de Bernard Madoff, de 70 anos, célebre em Wall Street e ex-presidente do conselho de administração da Bolsa eletrônica Nasdaq.
Madoff é acusado de montar uma "pirâmide financeira" de 50 bilhões de dólares. Seu fundo foi liquidado pelo governo, ele acabou preso e depois libertado sob fiança.

Mas a verdadeira curiosidade é o nome do estelionatário, o MADOFF.
Leiam o nome ao contrario vão entender melhor.

Joan Miró

Joan Miró
Ontem fez 25 anos que morreu Joan Miró (Barcelona, 20 de abril de 1893 - Palma de Maiorca, 25 de dezembro de 1983).
O estilo de Miró refletia influências encontradas na pintura catalã romântica. A originalidade e força do trabalho foram suficientes para convencer os amigos e especialistas de seu talento, porém, a apatia do grande público o levou a seguir para Paris.
Miró é guiado pelo olho da imaginação, que lhe proporciona uma inesgotável abundância de imagens. O artista foi bem além da pintura. Miró imprimiu sua marca também na gravura. Parte das obras de Miro são uma espécie de parceria do mestre com outros autores. Muitos de seus trabalhos são interpretações do artista para textos poéticos de autores como Jacques Prévert e René Char. Nas palavras de Magalhães, Miró era um ilustrador diferenciado, que se articulava com os poetas a relação entre a palavra e a pintura. Não fazia ilustrações literais, mas criava o clima poético dos textos.
A relação do autor com a literatura é, aliás, uma das marcas de sua produção como gravurista. Há ilustrações criadas para um texto do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Apesar de não ser um intelectual, Joan Miró sempre teve uma relação muito grande com os poetas e escritores. Sua relação com João Cabral de Mello Neto vêm da época em que o poeta foi cônsul do Brasil na Espanha. No período franquista, em meio ao clima de censura, o consulado brasileiro era uma ilha de liberdade. João Cabral servia como uma espécie de ponte para os artistas, trazendo livros que eram proibidos na Espanha. O poeta brasileiro estabeleceu uma relação estreita de amizade com Miró. Fez um artigo crítico sobre a obra do artista muito interessante. Esse artigo foi editado em forma de livro, contendo ilustrações do próprio Miró.

Miró segundo João Cabral
O sim contra o sim
Joan Miró - A Courtyard Scene
Miró sentia a mão direita
demasiado sábia
e que de saber tanto
já não podia inventar nada.

Quis então que desaprendesse
o muito que aprendera,
a fim de reencontrar
a linha ainda fresca da esquerda.

Pois que ela não pôde, ele pôs-se
a desenhar com esta

até que, se operando,
no braço direito ele a enxerta.
A esquerda (se não se é canhoto)
é mão sem habilidade;
reaprende a cada linha,
cada instante, a recomeçar-se.

João Cabral de Mello Neto (1888-1935)
Poesia Completa. 1940-1980
Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, 1996.

25 de dezembro de 2008

Vicente Romero Redondo
"Cada um de nós compõe a sua história...
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz...
de ser feliz!"

Almir Sater

“É preciso trabalhar todos os dias pela alegria geral. É preciso aprender esta lição todos os dias e sair pelas ruas cantando e repartindo, a mão cristalina, a fronte fraternal”.

Thiago de Mello
Historiadores enxergam com um olhar que é capaz de presentificar uma ausência, vendo o que outros não vêem, enxergando nas marcas de historicidade deixadas pelos homens de um outro tempo a vida que habitou nelas um dia. Historiadores devem ser mesmo capazes de buscar a palavra onde há silêncio, de encontrar o gesto onde se registra a ausência.
Acabo de apagar a minha vela:
pela janela aberta a noite vem,
me abraça com doçura, e me permite
ser amigo e irmão dela.

Sofremos ambos da mesma saudade:
cheio de augúrios nosso sonho vai,
e cochichamos sobre velhos tempos
em casa de nosso pai.

Hermann Hesse (1877-1962)

24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Anjos – Tarsila do Amaral

Tenha um ótimo Natal!