23 de outubro de 2008

O escritor tcheco Milan Kundera, autor do romance "A Insustentável Leveza do Ser", foi acusado no dia 13 de outubro de colaborar com a polícia comunista da Tchecoslováquia em 1950. As declarações dadas por ele foram responsáveis pela condenação de um homem a 22 anos de prisão.
Kundera, na época com 21 anos, denunciou um encontro de um piloto chamado Miroslav Dvoracek, que havia desertado do serviço militar e entrado ilegalmente na Alemanha. Detido, ele foi preso e enviado a trabalhos forçados em uma mina de urânio. Segundo a pesquisa de Adam Hradilek, autor do artigo, o escritor não conhecia pessoalmente o denunciado, mas ouviu falar do encontro.
O escritor era, em 1950, delegado da residência estudantil de Praga onde, Miroslav Dvoracek passaria a noite, convidado por Militka. Detido poucas horas depois e acusado de traição, Dvoracek foi condenado a 22 anos de prisão, dos quais cumpriu 14.
Segundo Marketa Dvoracek Novak, esposa do condenado, afirmou que para seu marido, hoje com 80 anos, não importa saber quem o denunciou.
"Ele sabe que foi denunciado, mas conhecer quem o fez não muda nada para ele", declarou Marketa. "Não estamos surpreso do envolvimento de Kundera. Entre os famosos da época, muitos eram fanáticos do regime comunista nos anos 50. Ele é um bom escritor, mas não tenho nenhuma ilusão a respeito dele como ser humano", disse.
Que decepção!!

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