29 de setembro de 2008

A despedida de Machado de Assis

29/09: 1908 - A despedida de Machado de Assis.
Há 100 anos morreu em sua casa, no bairro carioca do Cosme Velho, o escritor Joaquim Maria Machado de Assis, vítima de arteriosclerose. Sofrendo de epilepsia, aliada a problemas nervosos, estava em depressão profunda desde a morte da sua esposa, Carolina, três anos antes.
De origem humilde, neto de escravos alforriados, o escritor soube vencer as dificuldades financeiras e tornar-se um dos mais respeitados nomes da literatura brasileira de todos os tempos. Diferente dos demais escritores de sua época, Machado de Assis primou pelo uso essencial das palavras para exprimir seu pensamento. Exercitou permanentemente o recurso da metalinguagem e envolveu a participação do leitor em suas narrativas.
O conjunto de sua obra retrata a coexistência do amor e do ciúme, da verdade e da mentira, do ser e do parecer, chamando a atenção pelo humor e pelo estado mental dos personagens, e mantém-se tão atual quanto há um século atrás.
Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, foi o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras, instituição que presidiu de 28 de janeiro de 1879 até o fim da vida.
No cinquentenário de sua morte, o presidente da República Juscelino Kubitschek declarou do domínio público a totalidade das obras de Machado de Assis. E encomendou ao Ministério da Educação a publicação de uma edição comemorativa e popular em sua homenagem.
Para saber mais sobre a vida e obra de Machado de Assis Acesse o site
aqui Academia Brasileira de Letras
Em 1908 o Brasil perdia o seu escritor máximo. Na cidade de Cordisburgo, no interior de Minas, nascia, naquele mesmo ano, João Guimarães Rosa. São eles, talvez, os dois gênios da nossa literatura, dois dos mais brilhantes escritores da literatura universal. O legado deixado por ambos é, indiscutivelmente, uma das maiores riquezas da nossa cultura.

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